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Arquitetura Polinésia

20.10.2008


 

Nos últimos cinco anos tenho investido em viagens internacionais em busca de descanso, aventura e enriquecimento cultural, espiritual e profissional. Nos anos de 2004/2005 e 2007, estive na Polinésia Francesa, especificamente nas ilhas do Tahiti, Moorea, eRaiatea.
A arquitetura Polinésia revelou-se muito especial, de onde extrai lições muito interessantes. Primeiramente, a produção local apresenta algumas similaridades com a arquitetura tradicional tropical brasileira, como a presença de varandas, integração interior x exterior, valorização da luz e ventilação naturais.
No entanto, há uma forte diferença à medida que se assume como expressão cultural o uso de materiais naturais como palha de coqueiro, madeira, madrepérola. Aliados a sistemas construtivos pré-fabricados tipo dry wall.
Outro fator interessante é a sensibilidade quanto a escala, com domínio incrível de desenho das cobertas e seus beirais, ora altos e imponentes (nos edifícios públicos), ora baixos e extremamente aconchegantes (nos edifícios residenciais). Impossível também não mencionar a maestria na otimização da paisagem e integração dos ambientes externos e internos. Tudo na Polinésia remete a exuberância da natureza. Também é comum explorar mezaninos e sótãos com pequenas aberturas e furta águas que descortinam o mar, ou a montanha, além dos pisos transparentes dos “Lagoon Bungalows”, dos resorts famosos, onde pode-se ver e viver a fauna marinha dentro de casa.
Todo esse perfil aliado a uma simplicidade incrível, sem interferência de modismos arquitetônicos em vaga nos continentes europeu e americano. Essa realidade local me sensibilizou, em sintonia, com minha postura profissional, cada vez mais alheia a modismos tendências, buscando sempre a essência e personalidade própria de cada trabalho.

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